Relatórios de sustentabilidade refletem empresas sustentáveis?

Você já deve ter visto belos materiais relativos à sustentabilidade corporativa de grandes empresas, apresentando suas ações positivas para a sociedade e o ambiente, sem descuidar dos investidores. Caso nunca tenha visto, vale a pena navegar no repositório do Global Reporting Institute (GRI, disponível em: http://database.globalreporting.org/). Esses relatórios consolidam o desempenho das empresas em indicadores econômicos, sociais e ambientais, além de trazerem informações sobre governança e motivadores para investir nesses aspectos.

“Toda edição é uma mentira.”
Jean-Luc Godard (cineasta francês)

Como a arte imita a vida e vice-versa, gostaria de abrir a discussão: as empresas que fazem relatórios de sustentabilidade são, efetivamente, sustentáveis?

A resposta está em meio a 256 tons de cinza (na escala de cores de 8 bits, amplamente utilizada). Analisando friamente, uma empresa pode destruir o meio ambiente, ferir os direitos humanos de seus trabalhadores, aferir profundo prejuízo e, ainda assim, gerar um belo relatório de sustentabilidade. A base para essa afirmação está na independência dos indicadores entre si, com resto do negócio e com o planeta. Medir emissões é um aspecto, medir o consumo de energia é outro, bem como informar quantas mulheres ocupam os cargos de liderança. Esses indicadores podem ser encontrados em todo o tipo de empresa. Contudo, o desafio reside em entender os motivos e os meios para obter esses indicadores e, principalmente, o quanto esses são sinérgicos com o core business da empresa.

Dentre as possíveis definições, uma empresa sustentável tem desempenho econômico satisfatório para seus sócios, alinhado a benefícios reais para a sociedade (sem ser filantropia), dentro da capacidade de suporte da biosfera, ou seja, deixando a “casa arrumada” para as gerações futuras. Nesse caso, seria uma empresa cujas ações internas têm alinhamento com o desenvolvimento sustentável do planeta. Dentre os padrões relativos ao tema, a BS 8900 pode ser uma aliada para essa conceituação. Deixarei o tema para outra pauta.

Empresa e sustentabilidade

De modo a contribuir com uma resposta mais precisa para a pergunta inicial, a bioiniciativa desenvolveu um formato de relatório que utiliza como base os indicadores do GRI e os associa com outros padrões e metodologias de gestão de empresas. A ideia é fornecer uma nova perspectiva sobre relatórios de sustentabilidade – sem edições. No nosso entendimento, a resolução para o problema está no estabelecimento de valor sustentável na proposta de valor de cada empresa. Isso significa estruturar vínculos entre produtos/serviços da empresa e o impacto gerado (positivo ou negativo) para todas as partes interessadas, ao longo de sua cadeia produtiva.

Caso tenha interesse em conhecer essa nova abordagem, faça gratuitamente o relatório de sustentabilidade da sua empresa com a bioiniciativa em: http://goo.gl/forms/g7kKyr7JFZ.

Share

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *